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Crô – O Filme

Por: Da Redação - São Paulo SP - 29/11/2013 11:34:45
Por Bernardo Moura

“Exagerado, jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado”. O clássico do cantor Cazuza caberia perfeitamente para o mais novo filme brasileiro originado a partir de uma novela. Saído de “Fina Estampa” (2012), Crô – o filme com direção de Bruno Barreto e estrelado por Marcelo Serrado, Alexandre Nero, Carolina Ferraz, Ivete Sangalo, Kátia Moraes e muitos outros chega às telas de 400 salas de cinemas na próxima sexta-feira, 29.


A história se passa com Crodoaldo Valério, vivido por Marcelo Serrado, que, agora é o mais novo integrante da alta sociedade, se muda para São Paulo com sua empregada Marilda (Kátia Moraes) e seu motorista Zoiudo/ Baltazar (Alexandre Nero) atrás de uma nova Rainha do Nilo.  Antes, ele até tenta abrir negócios próprios, mas não consegue êxito e cai em “depressão”. Ele fica assim até encontrar o seu “Eu interior”, que é servir para uma mulher poderosa e má.






















O problema é que o filme acaba virando um samba do crioulo doido. Melhor dizendo: como Crô é um personagem caricato, a obra completa acaba sendo a caricatura da caricatura. Por isso, se torna um exagero.  Bem no início da fita, vemos que são utilizados alguns recursos “gráficos”. Como assim? Recursos que dão uma maior interatividade da tela com o público pagante e entre os personagens: perfil dos personagens e o recurso de acelerar como se estivesse no DVD bem rapidinho. É bem pensado e uma ótima ideia para os filmes brasileiros atuais. Como sabemos, Crô é um personagem cheio de bordões e com opiniões muito afiadas.  No entanto, os bordões se tornam demais e irritam a paciência do espectador como citações do tipo: “Congela”, “descongela”.
No quesito participações, o filme não decola. Segundo o que o ator Marcelo Serrado disse na coletiva de lançamento do filme, a cantora Ivete Sangalo foi convidada por ele para participar do longa. Bem, era melhor ela não ter feito. Seria mais agradável em termos ficado com a personagem Maria Machadão, da novela das 11, “Gabriela” (2012) na mente. A única participação que teve uma ponta de graça realmente foi a da cantora paraense Gaby Amarantos. Gaby faz uma cantora que quer Crodoaldo para ajeitar a sua vida. A cena de poucos minutos rendeu risadas ótimas e mostrou como o ator e a cantora fizeram uma boa dupla com bastante improviso e expressões faciais.

O diretor Bruno Barreto, o mesmo do recente Flores Raras, aparece só lá no meio do filme. Por meio da história da personagem de Carolina Ferraz, a Lady Kate emergente que é doida para se tornar uma substituta de Tereza Cristina, ele coloca uma carga dramática na história de comédia colorida. Assim, temos a impressão que dois filmes juntos caminham simultaneamente e a partir de um determinado ponto, se fundem e tornam-se um terceiro filme.  Bruno expressa sua característica mais profunda através da atriz mirim Úrzula Canaviri e sua história de fugir do trabalho escravo, no qual a chefe é Carolina Ferraz. Além disso, outra característica recorrente do diretor, a universalização de histórias em diversos idiomas, também ocorre neste filme com este enredo do trabalho escravo boliviano em terras brasileiras.

No final das contas, Crô – o filme é uma continuação canastrona da novela “Fina Estampa”. Para quem assistiu à trama e se deliciou com as tiradas do mordomo, com certeza, vai se divertir com este filme.
FICHA TÉCNICA:Direção: Bruno Barreto

Elenco:  Marcelo Serrado, Alexandre Nero, Carlos Machado, Kátia Moraes, Ivete Sangalo, Ana Maria Braga, Gaby Amarantos, Carolina Ferraz, Milhem Cortaz, ÚRzula Canaviri e Karin Rodrigues.

Roteiro: Aguinaldo Silva

Produção: Paula Barreto

Direção de fotografia: Hugo Colace

Montagem: Jair Peres e  Manga Campion
Montagem: Ed Cortes
Distribuição: Paris Filmes e Downtown Filmes
Gênero: Comédia

País: Brasil

Ano: 2013.
 
Fonte: 
Bolívia Cultural

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