!!! DESTAQUE DE LA SEMANA !!!

destaque

INFORMACIONES DEL DIA

EN SAN PABLO.. GUIA DEL MIGRANTE HABLA SOBRE LA SEGURIDAD.

O GUIA DO IMIGRANTE na sua primeira edição, fala de SEGURANÇA
Enviada em: 28/09/2016 16:21Hs

O guia dedicado aos imigrantes no Brasil

O GUIA DO IMIGRANTE na sua primeira edição, fala de SEGURANÇA

O Guia tem a missão de esclarecer uma série de dúvidas existentes na visão peculiar dos imigrantes latino-americanos no Brasil. As temáticas são de ampla diversidade, que vão desde a segurança, direitos humanos, educação, documentos para regularização, saúde, cidadania, qualidade de vida, mobilidade, moradia, lazer, cultura, gastronomia, turismo, etc., etc.


O Guia do Imigrante, faz parte do projeto “VIOLÊNCIA NÃO - Quebrando o Silêncio”.



Felipe Prado fala de SEGURANÇA


Na primeira edição do Guia do Imigrante, convidamos o policial civil Felipe Prado, que tem dedicado a vida no combate da violência. Prado se aproxima a comunidade imigrante boliviana a quatorze anos. Graças a capacitação VIP de mandatários, conseguiu ser o segurança pessoal do então candidato e atual presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Aima. Devido a confiança conquistada Felipe Prado é convocado a ser segurança do presidente boliviano sempre que o mandatário visita o Brasil. 

Felipe Prado tem auxiliado aos imigrantes sempre que chamado, como policial civil ou advogado. Tem acompanhado a comunidade boliviana nos assuntos de moradia, saúde, segurança, e assessória na regularização de documentos no Brasil, graças a Instituição ADRB criada para atender gratuitamente os imigrantes bolivianos na cidade de Guarulhos, local em que a comunidade cresce expressivamente.


VIOLÊNCIA NA COMUNIDADE IMIGRANTE

Felipe Prado, tem detectado uma serie de modalidades distintas na violência que implica especificamente contra os imigrantes. Violência que tem relação principal com o consumo de bebidas alcoólicas, que geram brigas familiares, e brigas em locais de festas, embriagues motivadora de assaltos em ambientes de pouca segurança. Os fraudes tem crescido bastante resultado da falta de conhecimento em matéria de documentação na compra de imóveis. Felipe conclui que o racismo e o bullying, tem sido denunciado pelas famílias, e professores da rede municipal e estadual de São Paulo.
Vea Más

EN SAN PABLO...ABIERTO INSCRIPCIONES PARA FUTEBOL SOCIETY SUB-14 - 15 y 16.

Inscrições abertas para Torneio Quadrangular de Futebol Society - Sub 14,15, e 16
Enviada em: 22/09/2016 14:08Hs

Escola de Futebol 12 de Abril

Inscrições abertas para Torneio Quadrangular de Futebol Society - Sub 14,15, e 16

Abre inscrição para Torneio Quadrangular de Futebol Society
Categorias Sub-14, Sub-15 e Sub-16.
As inscrições poderão ser realizadas individualmente sem ter ainda o time formado.


Local do campeonato:

Arena Society - Av. Celso Garcia, 3226 (Tatuape) - sábados, de 18h a 20h.
Data do campeonato a confirmar.

Maiores informações:

WhatsApp 970127796 tim 
WhatsApp 948874524 tim
Vea Más

EN SAN PABLO... LANZAMIENTO LIBRO " HISTORIAS QUE SE CRUZAN EN LA PLAZA KANTUTA".

Lançamento do livro “Histórias que se cruzam na Kantuta” Dom.25/09
POR IVES - DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2016 CULTURA, NOTÍCIAS

O Coletivo “Sí, Yo Puedo” convida a todos ao lançamento do livro “Histórias que se cruzam na Kantuta”. Este livro é um encontro de vidas de imigrantes, sua vida seus sonhos e suas lutas. Conta as histórias de imigrantes, desde seus países de origem até chegarem ao Brasil, seus contatos e inserção no país.

14039882_1578777119097638_72304089030739761_n


O título ‘Histórias que se cruzam na Kantuta’ faz referência à praça Kantuta, local frequentado por todos esses narradores. A praça é um ponto de encontro de imigrantes, bolivianos em sua maioria, e é onde ocorre uma feira gastronômica, todos os domingos, numa tentativa de preservar viva a identidade cultural destes que vêm ao Brasil em busca de trabalho e melhores condições de vida. Kantuta é o nome de uma flor típica do altiplano andino e suas cores – verde, amarelo e vermelho – colorem a bandeira da Bolívia.


Na Praça Kantuta também se localiza a tenda do coletivo Sí, Yo Puedo! (SYP) , ligação existente entre os narradores e eu (Luana), que – apoiada pela orientação da professora Adriana Rodrigues Domingues – registrei e transcrevi estas histórias. Isto se tornou possível porque o projeto social SYP firmou uma parceria com a minha universidade (Universidade Presbiteriana Mackenzie), de modo que nós, estudantes de Psicologia do último ano, podíamos realizar o estágio de Psicologia Comunitária lá. Assim, ao conformar as equipes de trabalho do projeto foi se percebendo, a partir dos atendimentos realizados com a população imigrante, que entre as inúmeras barreiras enfrentadas, o idioma e a regularização eram das dificuldades as que mais repercutiam no acesso à educação e ao trabalho formal, frentes em que o SYP começou a atuar.

Serviço
Lançamento do Livro “Histórias que se cruzam na Kantuta”

Domingo, 25 de setembro às 16:00 – 18:00

Local: Feria a Kantuta, altura do no 625 da rua Pedro Vicente, bairro do Pari, São Paulo (SP).
Como chegar: de transporte público, desça na estação Armênia do metrô, saída para a rua Pedro Vicente. A praça da Kantuta está a 700 metros. De carro, vá pela Avenida Cruzeiro do Sul, sentido bairro, e vire à direita na rua Pedro Vicente.

Evento Face: https://www.facebook.com/events/556460384561511/

Confira a programação do lançamento:
– Roda de leitura do livro
– Distribuição de exemplares
– Apresentações artísticas

Esta obra é resultado de um projeto de história oral, com o objetivo de resgatar histórias e memórias de imigrantes.

Realização:
Coletivo Si, Yo Puedo | VAI | VGL | Cultura – Prefeitura de São Paulo

Contato: historiasqsecruzam@gmail.com
Vea Más

EN SAN PABLO...ABERTURA DE EXPOSICION " DERECHOS DE MIGRANTES NI UNO A MENOS".

Abertura da exposição”Direitos migrantes: nenhum a menos” Sáb.24/09
POR IVES - SEGUNDA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2016 CULTURA, NOTÍCIAS

A exposição tem como ponto de partida o entendimento de que a migração é um direito humano e que a nacionalidade, ou a ausência de documentos, não pode servir de impedimento para o exercício de direitos fundamentais que garantam uma existência digna no país de destino. A proposta é estimular a reflexão sobre a situação de pessoas que migram ou solicitam refúgio no Brasil, retratando a sua mobilização para o exercício e a garantia de direitos e suas conquistas de espaços.

13950659_10208977617130322_2131628230_o


Em um primeiro momento, esta exposição retrata as fronteiras enfrentadas por essas pessoas – tanto em seus aspectos mais práticos e legais quanto em seu sentido simbólico. Em seguida, são observados os movimentos de mobilização em busca da garantia de direitos, bem como as conquistas de espaços nas ruas da cidade, enfatizando-se a luta por participação política, as manifestações culturais como forma de resistência e integração e o protagonismo das mulheres nesse contexto.

Direitos humanos, direitos migrantes: nenhum direito a menos!
14344265_1442978689062690_9150763949995756985_n

Serviço:

Local: Museu da Imigração, Rua Visconde de Parnaíba, nº 1316 – Mooca –São Paulo

Sala Hospedaria em Movimento

Datas: de 24 de setembro a 18 de dezembro de 2016

Horário: Terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos das 10h às 17h.

Informações: (11) 2692-1866 ou www.museudaimigracao.org.br

Face: https://www.facebook.com/events/535069740022754/
Vea Más

EN SAN PABLO...SEMINARIO MUESTRA LA IMPORTANCIA DE LA EDUCACION SOBRE MIGRACIONES.

Seminário mostra educação como promotora da diversidade e conscientização sobre migrações
18 setembro, 2016

A educação pode ser repressora, mas também pode emancipar, conscientizar, promover o respeito e valorizar as diferenças. É essa perspectiva de transformação que foi debatida e defendida durante o Seminário Internacional Educação e Migração: Caminhos para uma Cidade Educadora, que aconteceu no último dia 14 em São Paulo.

Seminário mostra educação como promotora da diversidade e conscientização sobre migrações

Promovido pela Associação Cidade Escola Aprendiz, o evento lotou o auditório do Museu da Imigração, na zona leste da cidade, e reuniu estudiosos, ativistas, pessoas que trabalham com educação e também migrantes, ainda que em menor número. Pouco mais de cem pessoas participaram das discussões.

Os trabalhos foram abertos com a conferência do mexicano José Manuel Valenzuela Arce, professor e doutor do Departamento de Estudos Culturais do Colégio da Fronteira Norte, no México. Ele falou da fronteira além das barreiras físicas, mas como um conceito político e de classificação social, e da necessidade de superar e ir além dessas barreiras.

“Temos de construir novas estratégias de inclusão, de civilização. Que tipo de horizonte civilizatório e humanitário queremos construir?”, questionou Valenzuela, a partir do cenário de retrocessos em relação aos direitos humanos e de respeito ao outro que se desenha mundo afora. “A diversidade cultural nos enriquece, nos faz mais fortes”, completou.

O caso do projeto Trilhas da Cidadania

Logo em seguida, no evento ocorreu o lançamento do volume III da Coleção Territórios Educativos: Trilhas da Cidadania, Educação e Refúgio na Cidade, que sintetizou a experiência do Aprendiz com o projeto Trilhas da Cidadania, que funcionou entre 2012 e 2015 com o ensino de português para refugiados e solicitantes de refúgio. O Trilhas aproveitava a cidade e seu cotidiano como elemento e cenário para fomentar o ensino do português, combinando essas experiências com as atividades em sala de aula.

“Eles [os refugiados] mostraram não só a capacidade de se comunicar em português como deu voz, comunicou diferentes culturas, também pautando a cidade”, lembrou Agda Sardenberg, coordenadora executiva de programas do Aprendiz, sobre barreiras notadas dento da cidade pelos refugiados e que geravam reflexão dentro dos próprios espaços públicos.
Experiência do Trilhas da Cidadania foi sistematizada em livro. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Experiência do Trilhas da Cidadania foi sistematizada em livro. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Experiência do Trilhas da Cidadania foi sistematizada em livro.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Embora o projeto fosse considerado um sucesso, ele foi descontinuado em 2015. Questionada sobre esse término, Agda explicou que isso era necessário para dar maior escala à experiência do Trilhas e fomentar a expansão e adoção da metodologia por outros projetos e instituições. “A ideia foi de sistematizar, fazer a diferença. Temos pensado em multiplicadores a partir deste material, ganhar escala”.

O congolês Hidras Tuala, aluno do Trilhas em 2012, contou um pouco da experiência com o projeto e de como ele impactou na sua vida no Brasil. “ No tempo que me dediquei ao curso eu apendi muito. Depois dele, consegui aprimorar meu português e consegui um trabalho”, lembrou ele, que atualmente trabalha orientando outros imigrantes no CAT (Centro de Atendimento ao Trabalhador).

Para referenciar futuros cidadãos, valorizar o bilinguismo

Na parte da tarde, os debates seguintes trouxeram outros exemplos práticos sobre o desafio de tratar das migrações no campo da educação, e de como escolas, centros culturais e iniciativas dos próprios migrantes, dos governos e de instituições do terceiro setor podem quebrar estereótipos e fomentar essa diversidade e respeito ao outro dentro da cidade.

“As comunidades migrantes já fazem parte e já contribuem com São Paulo. Querendo ou não, a cidadania migrante existe e transforma a cidade”, enfatiza a arte-educadora Cristina de Branco, nascida em Lisboa, a partir do Visto Permanente, projeto do qual ela faz parte e que debate as migrações e promove a diversidade cultural por meio do audiovisual.

A professora Sueli Ramos, diretora da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) João Theodoro, contou um pouco do cotidiano que vive no local, que conta com 265 crianças matriculadas, sendo 79 delas imigrantes – entre bolivianas, sírias, peruanas, entre outras nacionalidades. “Queremos referenciar esses futuros cidadãos”, sintetizou a professora, sobre aproveitar essa característica da escola – e que pode ser notada em outras unidades de ensino – para promover o respeito à diferença e combater o bullying ao qual as crianças imigrantes estão sujeitas.
Evento reuniu estudiosos, educadores, migrantes, entre outros interessados no tema. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Evento reuniu estudiosos, educadores, migrantes, entre outros interessados no tema. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Evento reuniu estudiosos, educadores, migrantes, entre outros interessados no tema.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
A jornalista Giovanna Modé, que atua na Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação, lembrou que a educação é um direito humano e que a aproximação entre educação e migração ainda é pouco abordada, mas que deve ser buscada, apesar das dificuldades. “São negociações tensas no cotidiano, mas não podemos perder de vista que esse encontro é possível.”

Tatiana Waldman, do Museu da Imigração, lembrou  que essa tensão existe também entre as migrações do passado e do presente, mas reforçou que o museu deve promover esses diálogo. “O papel do museu é contrapor e desconstruir os estereótipos que, em grande parte, desvalorizam os processos migratórios, e colocar em evidência a cultura e experiência dos imigrantes, além de mostrar um olhar mais crítico sobre o fenômeno migratório”.

Para mudar a nós mesmos

O contexto atual, marcado por retrocessos no campo social tanto no Brasil como no exterior, foi um dos fios condutores da última mesa de debates do dia, na qual projetos de educação idealizados e tocados por imigrantes foram destacados.

“Vivemos numa encruzilhada e temos de atentos para lutar contra esses retrocessos”, resumiu Guilherme Otero, coordenador-adjunto de políticas para imigrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, que fez ainda um resgate das políticas públicas adotadas para imigrantes na capital paulista nos últimos anos, como a criação do Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (CRAI) e a Política Municipal para a População Imigrante.

Bruno Lopes, do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC), enfatizou o fato de o Brasil ser o único país da América do Sul a não permitir participação política dos imigrantes, mas que a educação pode ajudar a mudar o modo como a migração é vista na sociedade. “É preciso mudar as narrativas que associam a migração a medos, a questões securitárias. E a educação oferece ferramentas para essas novas narrativas”.
Seminário teve bom público no Museu da Imigração. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Seminário teve bom público no Museu da Imigração. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Seminário teve bom público no Museu da Imigração.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
A web designer boliviana Jobana Moya, fundadora e integrante da Equipe de Base Warmis, lembra que para lutar pelos próprios direitos é preciso também ter essa convicção dentro de si. “Para transformar nossa realidade, precisamos primeiro transformar a nós mesmos, nos ver como sujeitos de direitos. Do contrário, não sabemos pelo que estamos lutando”.

A reflexão de Jobana foi reforçada pela também boliviana Veronica Yujira, idealizadora e gestora do Si, Yo Puedo,  que mostrou um pouco da atuação do coletivo não só para ensinar português, mas para fomentar o acesso à informação e à conscientização sobre ser migrante. “Quanto mais cedo nos notarmos multiculturais, mais fácil será fazer essa integração. Esse momento tem que ser no dia a dia”.
Vea Más

EN SAN PABLO...PROYECTO PROMUEVE MIGRANTES BUSQUEN SUS DERECHOS.

Projeto mobiliza e promove formação para que migrantes busquem seus próprios direitos
19 setembro, 2016

Por Karina Quintanilha*

Já conhece o projeto Todo Migrante Tem Direito à Informação? No texto abaixo, a coordenadora da iniciativa, a advogada Karina Quintanilha, explica um pouco sobre como ele funciona e os resultados já alcançados

Projeto mobiliza e promove formação para que migrantes busquem seus próprios direitos

O projeto Todo Migrante Tem Direito à Informação, apoiado pelo edital público Agente de Governo Aberto da Prefeitura de São Paulo, surgiu da vontade de fortalecer espaços em que os migrantes possam se expressar livremente, construindo a partir de suas demandas e necessidades um espaço em que podem ter informações de como garantir seus direitos e se organizar.

O projeto consiste em um curso de formação e ações de mobilização em torno dos problemas enfrentados pelos migrantes na hora de saber seus direitos e obter informações públicas. Desde julho de 2016, cerca de 100 migrantes de diversas nacionalidades do mundo e interessados na temática residentes em São Paulo participaram da formação sobre a Lei de Acesso à Informação e direitos humanos.

A maioria dos participantes são de países da África, como Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Moçambique, dentre outros. Também tiveram até o momento muitos participantes do Haiti e de países da América do Sul.
O projeto consiste em um curso de formação e ações de mobilização em torno dos problemas enfrentados pelos migrantes na hora de saber seus direitos e obter informações públicas. Crédito: Divulgação

O projeto consiste em um curso de formação e ações de mobilização em torno dos problemas enfrentados pelos migrantes na hora de saber seus direitos e obter informações públicas. Crédito: Divulgação
O projeto consiste em um curso de formação e ações de mobilização em torno dos problemas enfrentados pelos migrantes na hora de saber seus direitos e obter informações públicas.
Crédito: Divulgação
As oficinas tem acontecido com apoio da SP Aberta em diferentes lugares da cidade com públicos diversos. Em parceria com a Coordenação de Políticas para Imigrantes (CPMig) foi realizado um ciclo de oficinas no auditório da Secretaria Municipal de Direitos Humanos com os conselheiros imigrantes eleitos nas subprefeituras de São Paulo. No Centro de Referência de Atendimento ao Imigrante (CRAI), conveniado pela Prefeitura com a ONG Sefras (Serviço Franciscano de Solidariedade), participaram os migrantes moradores do Centro de Acolhida que fica no mesmo local. Na Biblioteca Mário de Andrade e na Universidade Zumbi dos Palmares participaram migrantes estudantes e trabalhadores de diferentes áreas.

O objetivo do projeto não é apenas falar sobre a Lei de Acesso à Informação e discutir direitos humanos, mas também proporcionar um espaço de acolhida que possibilite uma escuta das demandas dos migrantes na cidade e amplie a sensibilização do poder público para a necessidade de compartilhar informações de utilidade para os migrantes em formato acessível.

Muitos migrantes enfrentam a dificuldade de compreender o idioma português, sofrem com racismo e com a falta de estrutura de políticas públicas, principalmente na hora de ir em busca de trabalho e regularizar a documentação.

Assim, o projeto incentiva o uso da Lei de Acesso à Informação por meio de algumas dinâmicas em que os participantes entram em contato com exemplos internacionais em que o acesso a alguma informação pública foi um instrumento para fazer valer os direitos humanos ou conquistar políticas públicas.

Demandas dos migrantes e mapeamento colaborativo da cidade de São Paulo

Durante os encontros, formam-se grupos de trabalho em que os migrantes discutem o que querem saber do governo brasileiro, seja da prefeitura, governo do estado ou governo federal, seguindo o guia com o passo-a-passo de como fazer um pedido de informação. Essas oficinas também contam com convidados/as especiais: entre eles, já participaram Hasan Zarif, do movimento pela palestina livre Mopat e que toca o bar de refugiados Al Janiah, e Fabio Ando Filho e Camila Luchini, membros do CRAI/Sefras.

Foram enviados até o momento 10 pedidos de informação a diferentes órgãos públicos elaborados pelos próprios participantes durante as oficinas (veja todos os pedidos feitos durante o projeto). A partir dos relatos dos participantes, percebe-se de uma forma geral que para os migrantes residentes em São Paulo faltam informações sobre:

– como regularizar a situação no país, informações sobre o motivo da demora e

arbitrariedades na obtenção do RNE;

– onde encontrar oportunidades de trabalho;

– como conseguir vagas em hospitais públicos e creches;

– como obter gratuidade em serviços, por exemplo visto e certidões;

– como e onde regularizar diplomas;

– locais com oferta de curso de português e cursos técnicos.

Segundo os participantes, a situação dos migrantes fica dificultada pela falta de articulação entre o governo municipal, estadual e federal, o que tem gerado graves violações a direitos. Em um dos encontros foi relatado por uma assistente social que existem coiotes no Aeroporto de Guarulhos que cobram ao menos US$ 100 apenas para fornecer a informação e endereço dos centros de acolhida e de atendimento ao imigrante que chega em condições precárias em São Paulo.

Para facilitar a troca de informações entre os participantes e debate sobre a cidade, um dos encontros é dedicado para o mapeamento colaborativo da cidade de SP a partir do olhar do migrante. Começamos com a pergunta: qual lugar da cidade você indicaria para o migrante que está chegando agora em SP?

Imigrantes montam mapa colaborativo sobre a cidade de São Paulo. Crédito: Divulgação
Imigrantes montam mapa colaborativo sobre a cidade de São Paulo, a partir do olhar deles próprios.
Crédito: Divulgação
Veja aqui como foi a atividade de cartografia com a última turma do curso.

Em breve, toda a riqueza de informações sobre lugares de interesse e acolhimento de migrantes em São Paulo que estão sendo levantadas por todas as turmas do curso Todo Migrante Tem Direito à Informação estarão disponíveis também em um mapa virtual para facilitar a consulta, compartilhamento e continuar sendo alimentado de forma colaborativa.
Imigrantes montam mapa colaborativo sobre a cidade de São Paulo. Crédito: Divulgação
Blog Somos Migrantes

Criado em julho desse ano para dar voz às demandas que surgem durante os encontros de formação, o Blog Somos Migrantes é uma forma de compartilhar informações e ideias de interesse entre os migrantes.

Até o momento já conta com quase 1000 visualizações e já foi acessado de diferentes países como Argélia, França, Argentina, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido.

Dessa forma, o projeto busca dar visibilidade às questões trazidas pelos próprios migrantes e, ao mesmo tempo, demonstrar aos gestores públicos como a falta de informação contribui para a exposição dessa população à violações de direitos humanos. Ainda é comum, por exemplo, ouvir histórias de migrantes que não sabem que, mesmo sem documentação, tem direito à escola ou hospital.

Durante os encontros, muitos migrantes trazem em seu semblante a dor da guerra, da miséria, censura e perseguição política em sua terra natal, não raramente similares ao que ocorre em zonas periféricas das cidades brasileiras. Mas também contam histórias de seu povo, compartilham sua cultura e lembranças saudosas da família que ficou, tratando a seus próximos como irmãos e expressando uma força e solidariedade impressionantes.

Ainda estão programadas pelo menos mais 2 turmas do projeto Todo Migrante Tem Direito à Informação até outubro, e se tudo der certo vai continuar!

Confira como foram os encontros de formação até agora pelo link https://somosmigrantessite.wordpress.com/

Blog Somos Migrantes agora no Facebook: https://www.facebook.com/blogsomosmigrantes/

*Karina Quintanilha é advogada formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Coordenou projetos nas áreas de acesso à informação e liberdade de expressão na Artigo 19. É membro do GAIR (Grupo de Apoio Interdisciplinar a Imigrantes e Refugiados da Faculdade de Direito da USP) e responsável pelo projeto Todo Migrante Tem Direito à Informação, aprovado pelo edital da SP Aberta. É ainda membro da Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de SP.

E-mail kaqferreira@gmail.com
Vea Más

EN SAN PABLO...HAITIANA QUE VIVE EN SP. PIDE UNION PARA COMBATIR EL RACISMO y XENOFOBIA.

Haitiana que vive em São Paulo pede união para combater o racismo e a xenofobia
14 setembro, 2016

Depoimento dado a Eva BellaMeu nome é Lauren (nome completo é Roselaure Jeanty), tenho 25 anos, sou haitiana.

Haitiana que vive em São Paulo pede união para combater o racismo e a xenofobia

Moro aqui há 3 anos e antes de chegar aqui eu estudava medicina na República Dominicana, e pretendo terminar meus estudos aqui, esse é meu grande objetivo. Enquanto isso, eu faço parte da USIH ( União Social dos Imigrantes Haitianos)  e nosso trabalho é facilitar  a integração dos imigrantes haitianos na sociedade brasileira, sou muito orgulhosa de ser haitiana e me sinto obrigada a ajudar meus irmãos.

Vamos conseguir superar as dificuldades, queremos ser vistos como guerreiros, afinal o Haiti foi o primeiro país negro a se tornar independente.   Queremos ser vistos como seres humanos, guerreiros,  estamos na luta para isso se concretize.

Essa luta é feita com união e sem violência.
Lauren, sobre o combate ao racismo e à xenofobia: "Essa luta é feita com união e sem violência". Crédito: Eva Bella/MigraMundo

Lauren, sobre o combate ao racismo e à xenofobia: "Essa luta é feita com união e sem violência". Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Lauren, sobre o combate ao racismo e à xenofobia: “Essa luta é feita com união e sem violência”.
Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Como ensinou Jean-Jacques Dessalines (líder revolucionário do Haiti e primeiro governante do país), ele sempre dizia que temos que lutar pelo que queremos, que sabemos onde queremos chegar e sabemos de onde viemos. É essa força que carregamos. Eu carrego essa força em qualquer lugar que eu for, ela nos leva a enfrentar as dificuldades, principalmente vivendo fora de nosso país. Olhamos nossos antepassados para manter a força deles para ter a terra livre, onde os escravos tomavam conta do poder, isso com sabedoria, paciência. Essa luta é diária, sempre iremos lutar, e vivendo aqui por sermos negros, as dificuldades são piores, são maiores. E ser mulher negra não é fácil, mas gosto da minha cor, tenho orgulho, é uma coisa única. Ser negra significa muito para mim, é minha história, não somos vítimas.  Nós somos humanos, e quando vejo os negros eu sinto resistência, coragem, temos características que nos ajudam a sobreviver, afinal o racismo existe.

Não é porque somos negros que estamos recebendo favores, somos todos humanos, temos direitos iguais, iremos conseguir lidar com o racismo, aqui somos vistos com desconfiança, nos olham como coitados, mas temos uma história. Não saímos de um país pobre onde só existe fome, onde não tem água. Estão usando o Haiti como laboratório, queremos nossa terra livre, o país já foi conhecido como a Pérola das Antilhas.

Há muitos haitianos formados, mas aqui não temos oportunidades na área. Existem barreiras por sermos negros e haitianos, e isso tem que mudar, nós precisamos mostrar o lado bom. A mídia não tem mostrado as coisas boas, mas nós queremos mostrar essa imagem positiva e sempre vou contribuir para nossa evolução.

O Haiti tem cerca de 95% da população de negros, e os 5% entre mulatos e brancos, dificilmente o racismo acontece lá.

Mas aqui no Brasil eu fiquei impressionada com esse crime de racismo, pois aqui eu passo por isso quase todos os dias, é quase uma coisa normal. Mas hoje eu me aceito mais, eu consigo explicar porque me orgulho de ser negra.
Além de buscar um futuro melhor, Lauren se mobiliza contra o racismo e contra xenofobia. Crédito: Eva Bella/MigraMundo

Além de buscar um futuro melhor, Lauren se mobiliza contra o racismo e contra xenofobia. Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Além de buscar um futuro melhor, Lauren se mobiliza contra o racismo e contra xenofobia.
Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Não sabia como o racismo afetava as pessoas, não imaginava que a cor da pele seria motivo de piadas, de se desprezar uma pessoa, mas olhando pelo lado positivo,  sou confiante, sempre luto e acredito na história e em mim mesma.

Vamos aprender a nos conhecer melhor, nos valorizar, procurar saber de onde viemos, porque sou negra/negro e qual importância disso?

Temos que estar prontos para enfrentar as dificuldades, temos que ter o pensamento bom. Sou uma pessoa melhor, cada dia aprendo a me aceitar mais.

Tive muitas oportunidades de participar de atividades culturais, pois isso gera uma integração entre nós e a sociedade brasileira. Estou aprendendo e conquistando muitas coisas, participando de peça teatral e mostrando a realidade do Haiti, me sinto realizada!!

Vai além do que imaginei, não é fácil representar e contar um pouco sobre a História do Haiti, relembrar em uma peça vale muito à pena, expressei meus sentimentos e isso contribuiu para meu crescimento.

E tem muitos haitianos que tem participado também de outras atividades culturais para nos integrarmos na sociedade brasileira e vou lutar para que consigamos mostrar nosso valor!

Lauren é integrante da USIH (União Social dos Imigrantes Haitianos), que busca facilitar a integração dos haitianos no Brasil. Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Lauren é integrante da USIH (União Social dos Imigrantes Haitianos), que busca facilitar a integração dos haitianos no Brasil.
Lauren é integrante da USIH (União Social dos Imigrantes Haitianos), que busca facilitar a integração dos haitianos no Brasil. Crédito: Eva Bella/MigraMundo

Crédito: Eva Bella/MigraMundo
Esses eventos são ótimos para convivermos! Quero ver os haitianos ocupando espaços na sociedade, hoje os brasileiros estão interessados e tenho sonho de falar às pessoas o que é o Haiti, mostrar as coisas boas. A história de lá reflete em muitos países, todos países tem altos e baixos, mas não podemos esquecer da origem, sempre levanto minha cabeça, nunca negarei ser haitiana.

Cada país tem seu momento de crise, tem também seu lado bom, as paisagens do Haiti são maravilhosas, e também temos nossos heróis, fica aqui o convite para que todos possam conhecer mais nosso país.

Sei que muitos brasileiros também passam por dificuldades, mas vamos nos unir para enfrentarmos juntos o racismo, preconceito, xenofobia. A luta é nossa!
Vea Más