!!! DESTAQUE DE LA SEMANA !!!

destaque

INFORMACIONES DEL DIA

EN SAN PABLO...LA SALUD LANZA MATERIAL EDUCATIVO CONTRA XENOFOBIA.

Saúde lança material educativo contra xenofobia
Enviada em: 30/06/2016 10:31Hs
Por Keyla Santos
Fotos: Edson Hatakeyama

Vídeos já estão disponíveis no canal do site youtube da Rede São Paulo Saudável e vem sendo veiculado nos 1.500 monitores de TV instalados em Unidades Básicas de Saúde

Saúde lança material educativo contra xenofobia

O secretário municipal da Saúde Alexandre Padilha participou, nesta segunda-feira (16), na Unidade Básica de Saúde (UBS) Sé, do lançamento de uma série de vídeos educativos com o objetivo de combater a xenofobia no Sistema Único de Saúde (SUS), intitulada “O SUS é para todos - Acolhimento aos Imigrantes e Refugiados na Cidade de São Paulo”. Os vídeos integram a campanha de Acolhimento aos Refugiados e Imigrantes que terá início ainda este mês. O material já está disponível no canal do site youtube da Rede São Paulo Saudável e também vem sendo veiculado nos 1.500 monitores de TV instalados nas unidades de saúde da capital.

Inicialmente, 11 Unidades Básicas de Saúde (UBS) – quatro na Sudeste; quatro na Leste; uma na Sul, uma na Oeste e uma no Centro - com grande contingente de estrangeiros atendidos já receberam impressos informativos em quatro idiomas – inglês, espanhol, francês e crioulo – sobre como acessar o SUS no Município. Outros temas serão lançados em breve e a expectativa é que, até junho, outras 49 UBS também estejam distribuindo o material.



SUS mais humanizado

Para o secretário essa ação é importante, pois ajuda a reorganizar o SUS. “Essa campanha faz parte de uma nova política da Secretaria Municipal da Saúde para reorganizarmos o atendimento e o funcionamento das unidades básicas e as ações dos agentes comunitários; para acolher a população imigrante, acolher mais do que as pessoas, essa nova cultura ajuda o SUS a ficar mais humanizado”, disse Padilha

O projeto é coordenado por uma rede de ação que inclui as Escolas Regionais de Formação do SUS, o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Imigrante e Refugiado, o grupo de apoiadores do projeto Desafio Mais Saúde na Cidade, Autarquia Hospitalar Municipal (AHM), Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Nova Cachoeirinha e Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA), entre outros.

Padilha destacou que a campanha de vídeos é apenas parte de uma ação mais ampla. “Não só tem essa forte campanha de vídeos, que é para combater qualquer tipo de xenofobia que possa existir dentro das unidades básicas de saúde, nos hospitais e nas escolas de formação de profissionais de saúde. Junto com ela, vem ações de acolhimento, de participação de imigrantes como agentes comunitários de saúde, voluntários, materiais de orientação em diversas línguas sobre como usar o SUS, como fazer o cartão SUS, para que a gente possa garantir um atendimento cada vez melhor a essa população. Ao se humanizar e ao se organizar, o atendimento é também para toda a população brasileira”, afirmou o secretário.

Camila Baraldi, coordenadora-geral da Coordenação de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, falou sobre os principais desafios dessa área. “Nosso desafio principal é fazer esse trabalho transversal com as demais secretarias. Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Saúde é a que desenvolve os trabalhos mais significativos. Esse é só o início do trabalho. Construímos participativamente um Projeto de Lei (PL) de uma política municipal para a população imigrante que está na Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei nº142, de 2016. É muito importante que todos acompanhem, porque esse PL vai institucionalizar esse trabalho que está sendo feito na Prefeitura de São Paulo e garantir a continuidade de tudo isso que está sendo realizado”, disse Camila.



‘Passo muito importante na luta contra a xenofobia’

Os facilitadores são imigrantes e refugiados do Haiti, Palestina, Congo, China, Bolívia, Guiné e Peru. Todos foram indicados pelas entidades e a maioria é dirigente de entidades que trabalham com imigrantes refugiados na cidade de São Paulo. Os dois docentes vão coordenar esses facilitadores. Além disso, eles têm a função de monitorar, acompanhar e registrar as atividades a fim de sistematizar a experiência.


O facilitador Marc Elie Pierre, de 33 anos, do Haiti, integrante da ONG Iada África, elogiou o projeto. “É um passo muito importante na luta contra a xenofobia, porque o Brasil é formado por imigrantes. Parabenizo a Secretaria Municipal da Saúde por essa iniciativa de criar esse diálogo entre imigrantes recém-chegados e o ‘imigrantes brasileiros’ que já estavam aqui, que são filhos de imigrantes de fato. Esse acolhimento vai ajudar a melhorar o atendimento em relação a essas pessoas, porque vamos ter que viver juntos”, disse Pierre.

Vea Más

EN SAN PABLO...CONOSCA A LOS PALESTRANTES INVITADOS PARA EL " FSMM 2016 "

Conheça os palestrantes convidados para o FSMM 2016
Por: Da Redação - São Paulo - SP - Brasil - 22/06/2016 19:09:09

O encontro acontece na Universidade Zumbi dos Palmares e no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, de 7 a 10 de julho.



Falta pouco para a sétima edição do Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM) 2016 em São Paulo. O encontro, que acontece de 7 a 10 de julho na Universidade Zumbi dos Palmares e no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, em São Paulo, conta com mais de 14 conferencistas convidados, divididos em seis eixos de discussão.

CONHEÇA OS CONVIDADOS!

Ocupa MASP 7 de julho | 10 às 13h
Conferência inaugural 7 de julho | às 18

*Pepe Mujica | Foi presidente do Uruguai entre 2010 e 2015 e desde que deixou a presidência ocupa o cargo de senador. Mujica teve importante papel no combate a ditadura militar no Uruguai, sendo importante membro da guerrilha. Passou 14 anos na prisão devido aos seus atos revolucionários e foi solto com o final da ditadura, em 85. *a confirmar

Marita Gonzales | Cientista política e professora da Universidade de Buenos Aires, também é Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sur (CCSCS).  

Manuel Hidalgo | Presidente da Asociación de Inmigrantes por la Integración Lattinoamericana y del Caribe (APILA). 

Eixo 1 “A crise sistêmica do modelo capitalista e suas consequências para as migrações"
8 de julho | 8:30h às 11h

Khadija Al Husseini | Ativista dos direitos humanos com especial interesse nos direitos das mulheres e refugiados, também foi presidenta do Comitê de Mulheres da Confederação Internacional dos Sindicatos Árabes (CISA).

Bela Feldman-Bianco | Antropóloga e Coordenadora do Comitê Migrações e Deslocamentos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência na Comissão Nacional de Imigração (CNIg).

Tomás Hirsch Goldschmidt | Ativista da luta não violenta durante a ditadura de Augusto Pinochet. Fundador e presidente do Partido Humanista do Chile na década de 90. Também foi candidato presidencial, em 2005, pela aliança de esquerda "Juntos Podemos Más”.

Eixo 2 “Resistências e alternativas desde os sujeitos migrantes”
8 de julho | 14h às 16h

María Catalina López y Lopez | Ativista guatemalteca pelos direitos dos migrantes, integrou a XI Caravana de Madres Migrantes Centroamericanas en búsqueda de sus hijos. É professora com especialização em migração e interculturalidade, direitos humanos e saúde mental comunitária.

Annalisa Pensiero | Antropóloga e integrante do Movimento Humanista. Responsável desde 1999 até 2002 pelo projeto Oñondivepá (auto-organização comunitária), no Paraguai. Em 2001, criou o Fórum de Educadores Humanistas.

Eixo 3 “Resistências e alternativas desde os sujeitos migrantes”
8 de julho | 14h às 16h

Aida Garcia Naranjo | Foi a primeira Ministra das Mulheres do Peru. Também atuou como embaixadora do Peru no Uruguai e foi representante permanente do país para o MERCOSUL e ALADI.

Jobana Moya | Imigrante boliviana e integrante do movimento humanista desde o ano 2000. Ativista pelos direitos dos imigrantes no Brasil desde 2008, e uma das fundadoras Equipe de Base Warmis, em 2013.

Eixo 4 “Migração, os direitos da mãe natureza, o clima e as disputas Norte-Sul”
Dia 9 | 14h às 16h

Paulina Azevedo | Jornalista licenciada em Comunicação Social e formada em Direitos Humanos, autora do livro Desplazamiento Ambiental, Globalización y Cambio Climático: Una mirada desde los Derechos Humanos y de los Pueblos Indígenas (2014).

Suzane Melde | Coordenadora do projeto “Migração, ambiente e alterações climáticas: Indicação para política" (MECLEP) projeto na migração de dados Analysis Centre (Global GMDAC) da Organização Internacional das Migrações (OIM), em Berlim, Alemanha.

Rafael Freire | Secretário de Política Econômica e Desenvolvimento Sustentável da Confederação Sindical das Américas (CSA).

Eixo 5 “Direitos Humanos, moradia, trabalho decente, participação política e movimentos sociais”
8 de julho | 14h às 16h

Pablo Ceriani |  Vice presidente do Comitê de Trabalhos Migratórios da ONU Atualmente também é coordenador do Programa de Migrações e Asilo no Centro de Direitos Humanos da Universidade Nacional de Lanús (UNLA), na Argentina.

Deisy Ventura |  Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne Professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Sergio Bassoli | Cientista Político e mestre em Direitos Humanos pela Universidade Sapienza de Roma. É membro do Conselho de Administração e secretario do Comitê de Cooperação Internacional da SOLIDAR.

Paolo Parise | Diretor do Centro de Estudos Migratórios (CMS), uma das quatro instituições que compõem a Missão de Paz.

Eixo 6 “Direito à cidade, inclusão social e cidadania de imigrantes"
9 de julho | 8h30 às 11h

Luz Patricia Correa | Atual coordenadora da Unidade Municipal de vítimas da Prefeitura de Medellín , é a principal responsável por cuidar de vítimas na capital de Antioquia e uma das pessoas com mais experiência de trabalho com desplazados.

Rogério Sottilli | Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ex Secretário Nacional de Direitos Humanos Foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República e secretário-executivo da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Veronica Quispe | Boliviana residente no Brasil, dentista trabalhadora da saúde pública. Ativista no movimento de Direitos do Imigrante à Saúde e Educação, desde 2008. Idealizou e fundou em 2012, o Projeto Sí, Yo Puedo!. 

Assembléia de movimentos e aprovação do documento
10 de julho | 9h às 12h

Ernesto Samper | Secretário Geral da UNASUL e ex-presidente da Colômbia.

Fonte: 
Bolívia Cultural
Vea Más

EN SAN PABLO.. LA ENTREVISTA DE LA SEMANA.. ORIANA JARA.

Oriana Jara (Chile) Orgulho da comunidade Latino Americana do Brasil
POR IVES - DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015 CULTURA, ENTREVISTAS, NOTÍCIAS, POLÍTICA, VÍDEOS

A Socióloga Chilena Oriana Jara conversou com nosso portal e nos contou um pouco de sua vida de imigrante, suas conquistas e sua luta no Brasil.



Confira:









Vea Más

EN SAN PABLO...EN CUATRO IDIOMAS SE ELABORA UNA CARTILLA CON DERECHOS DE TRABAJO PARA LOS IMIGRANTES.

Em quatro idiomas, MPT-SP tem cartilha com direitos trabalhistas dos imigrantes

27 Abril, 2016
Por Rodrigo Borges Delfim

O Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) lançou recentemente uma cartilha que orienta a população migrante quanto aos direitos trabalhistas que possuem dentro da legislação brasileira.

Em quatro idiomas, MPT-SP tem cartilha com direitos trabalhistas dos imigrantes

Em uma linguagem simples e direta, o material contém informações sobre tipos de contrato de trabalho, seguro-desemprego, assédio moral, acidentes de trabalho, entre outras. Em princípio o material está disponível em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês) e pode ser obtido tanto no site do MPT como em versão impressa.

Clique aqui para acessar e baixar a versão online das cartilhas
http://www.prt2.mpt.gov.br/informe-se/cartilhas

De acordo com a procuradora Tatiana Leal Bivar Simonetti, uma das responsáveis pela publicação, a intenção da cartilha é dialogar e informar os imigrantes sobre seus direitos trabalhistas, em suas línguas nativas. “É empoderar de fato esses trabalhadores para que não caiam em situações de trabalho escravo, que saibam dos seus direitos e deveres, como uma lei trata uma relação de trabalho, os direitos sociais vigentes”.

Os idiomas foram escolhidos por estarem relacionados com as nacionalidades com maior incidência até o momento em casos de trabalho escravo – como bolivianos, paraguaios e haitianos. Mas Tatiana ressalta que o material pode ser disponibilizado pelo MPT para traduções em outras línguas. “Se aparecer alguém disposto a traduzir, daremos todo o apoio possível. Mas o primeiro passo já foi dado”.

Expansão x orçamento curto

A verba para confecção da cartilha veio da reversão de uma multa de R$ 25 mil pega pelo Consórcio Heleno & Fonseca pelo descumprimento parcial de um acordo firmado em 2012 com o MPT-SP.

A primeira tiragem é de 16 mil exemplares, sendo 4 mil para cada idioma, distribuída inicialmente para locais de referência no atendimento a imigrantes: Missão Paz, Cami (Centro de Apoio e Pastoral do Migrante), CIC (Centro de Integração e Cidadania do Imigrante) e Cáritas São Paulo. A versão atual da cartilha e as traduções disponíveis contaram com a revisão de voluntários dessas instituições.

Apesar da verba vinda da multa paga pela Heleno & Fonseca, o MPT esclarece que os cortes que sofreu no Orçamento nos últimos meses (assim como outras entidades do Poder Judiciário) limitam tanto a capacidade de expandir a tiragem da cartilha impressa como a organização de ações promocionais junto a empresas no sentido de conscientizar o empregador quanto aos direitos dos imigrantes. Mas Tatiana lembra que o MPT já debate formas de como conscientizar as empresas e também de como incentivar o imigrante a se apropriar dos direitos trabalhistas descritos na cartilha. “A mídia poderia ajudar muito nessa tarefa, trazendo informação e ajudando nessa conscientização”, lembra Tatiana.
Vea Más

EN SAN PABLO...PROYECTO DE POLITICAS MUNICIPALES PARA IMIGRANTES ES APROVADA EN PRIMERA INSTANCIA.

Projeto de Política Municipal para População Imigrante de São Paulo é aprovado em primeira votação na Câmara

15 Junho, 2016
Atualizado em 16/06/16

O PL 142/2016, que institui a Política Municipal para População Imigrante, foi aprovado em primeira votação na tarde desta quarta-feira (15) na Câmara Municipal de São Paulo.

Projeto de Política Municipal para População Imigrante de São Paulo é aprovado em primeira votação na Câmara
Todos os vereadores presentes optaram pela aprovação do projeto, que ainda terá de passar por uma nova votação em plenário. Depois, o PL segue para as mãos do prefeito, Fernando Haddad, que precisa sancionar a lei para que ela possa entrar em vigor.

Clique aqui para acessar o PL 142/2016
http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/projeto/PL0142-2016.pdf

O objetivo do projeto é institucionalizar as políticas públicas voltadas à população migrantes que foram criadas nos últimos anos, transformando-as em um compromisso do poder público municipal, independente da gestão. A proposta também define princípios e diretrizes que servirão de base para planos e programas posteriores, além do aperfeiçoamento dos serviços já existentes.

Longo caminho

O projeto, que foi entregue à Câmara Municipal em 31 de março passado, é resultado de um longo processo de discussão entre poder público e sociedade civil, englobando reivindicações antigas das comunidades migrantes e organizações relacionadas com a temática migratória.

A partir de agosto de 2015, o processo ganhou caráter institucional com a formação do Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População Imigrante – composto por treze representantes do governo municipal e treze representantes de organizações da sociedade civil.

O vídeo abaixo mostra como foi a solenidade de envio do projeto ao Legislativo municipal, em 31 de março.

Vea Más

EN SAN PABLO...MARCAS DE LUJO UTILIZAN MANO DE OBRA ESCLAVA e INFANTIL EN SP.

Marca de roupas de luxo é flagrada utilizando trabalho escravo e infantil em SP
POR IVES - SEGUNDA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2016 NOTÍCIAS, POLÍTICA

Após a investigação de fiscais do Ministério do Trabalho, a marca de roupas de luxo femininas Brooksfield Donna foi autuada por trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil, em flagrante. O caso ocorreu após inspeção em uma das oficinas subcontratadas pela empresa, em São Paulo, no início de maio deste ano.



Aplicativo aponta se as roupas que você compra são produzidas a partir de trabalho escravo; conheça
Na pequena oficina localizada no bairro do Aricanduva, foram encontrados cinco trabalhadores bolivianos – sendo que um deles era uma menina de 14 anos – produzindo exclusivamente para a marca.



foto: Ministério do Trabalho (divulgação)

Eles não tinham carteira assinada, nem férias, e trabalhavam e dormiam com suas famílias em ambiente de cheiro forte, de acordo com reportagem da BBC Brasil. Os locais em que ficavam os vasos sanitários não tinham porta e as camas eram separadas das máquinas de costura apenas por placas de madeira e plástico.

Os salários dos trabalhadores bolivianos eram diretamente ligados à quantidade de peças produzidas: R$ 6, aproximadamente, por roupa costurada.

A BBC Brasil procurou a Via Veneto, proprietária da Brooksfield Donna, e negou vínculo com a oficina. “A Via Veneto não mantém e nunca manteve relações com trabalhadores eventualmente enquadrados em situação análoga a de escravos pela fiscalização do trabalho”, afirmou.

Veja mais informações no site da BBC Brasil.
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36574637

Fonte Catraca Livre
Vea Más

EN SAN PABLO...POPULACION AFROPERUANO EN EXPOSICION EN EL MEMORIAL DE AMERICA LATINA.

População afroperuana é tema de exposição em São Paulo até o dia 3 de julho
POR IVES - DOMINGO, 12 DE JUNHO DE 2016 AGENDA

Grupo minoritário, mas culturalmente forte, do país vizinho é assunto de mostra no Memorial da América Latina.




Uma população de origem indígena, que veste coloridos ponchos de pano; uma culinária baseada em peixes e frutos do mar, com receitas famosas como o ceviche; uma música de sonoridade suave, com o predomínio de flautas andinas; e um passado que remete à história Inca e de seu poderoso império. Os lugares-comuns que vêm à mente quando pensamos no Peru não são equivocados, mas também não representam todas as facetas de um país muito mais diverso e múltiplo do que costuma-se pensar. “Não é muito conhecido no Brasil que no Peru nós temos uma presença afrodescendente importante”, conta o cônsul do país em São Paulo, Fernando Alvarez. “Não é uma porcentagem tão alta da população, menos de 5 % do total, mas é um grupo muito importante em termos de influência em diferentes áreas culturais e sociais”, segue ele.

É essa população, que se reinventa há séculos nas terras do país vizinho, o tema central da exposição Afroperu, em cartaz no Memorial da América Latina até o dia 3 de julho. Uma população de pele negra ou mestiça e com vestimentas distintas das indígenas; uma culinária muito mais baseada em carnes do que peixes; uma música de sonoridade mais forte, com tambores, cajóns e vozes potentes, sem o predomínio das flautas; e um passado que remete aos povos africanas, especialmente subsaarianos, não aos pré-colombianos. Estas são algumas das características culturais e históricas de uma população que, forçada a sair de sua terra natal no período escravista, se adaptou à vida na América e incorporou traços das tradições hispânicas e ameríndias, resultando em uma cultura híbrida e peculiar chamada hoje de afroperuana.
Foto de Kike Arnal que está na exposição


A mostra em São Paulo apresenta pouco mais de 20 imagens feitas pelo fotógrafo venezuelano Kike Arnal, que retratam a vida cotidiana dos afroperuanos, além de instrumentos musicais, vestimentas e um documentário, Nosotros, afroperuanos (veja o trailer abaixo), dirigido por Gabriela Watson e Danielle Almeida. Para além de apresentar as riquezas culturais desta população, o filme discute o racismo e as dificuldades vividas até hoje por este grupo, marginalizado na vida social e econômica do país mesmo após a abolição da escravidão, em 1854 (três décadas antes do Brasil). Alvo de preconceitos, assim como no Brasil, os afrodescendentes enfrentaram no Peru o agravante de serem uma porcentagem muito pequena da população, o que dificultou suas lutas afirmativas e inclusivas, que passam a ganhar mais força apenas nos dias atuais.

“Diferentemente do Brasil, onde os portugueses privilegiaram a mão de obra africana, na região peruana os espanhóis assimilaram mais a mão de obra indígena”, conta Alvarez. “Mas eles são, do mesmo modo, escravos que chegaram a partir do século 16 para trabalhar principalmente no campo. No Peru, não se adaptaram tanto nos Andes, mais frio, então foram principalmente para as fazendas no Norte e no Sul do país. Mesmo com as dificuldades, é um grupo que tem grande influência na área gastronômica, artística, nos costumes, músicas e danças”, completa. Na culinária, por exemplo, os escravos locais inventaram o anticucho, hoje um dos pratos mais populares no Peru. Feita com coração do boi grelhado, a receita tem origem histórica semelhante à da feijoada no Brasil, criada com os restos de carne não utilizados pelas elites.



Na música, os afroperuanos inventaram o cajón, instrumento de percussão que se popularizou com o flamenco espanhol, mas que surgiu, na verdade, em terras sul-americanas. Tiveram seu maior destaque internacional, ainda, na figura do poeta, escritor, dramaturgo e cantor Nicomedes Santa Cruz (1925-1992), intelectual, artista e ativista que ajudou a afirmar a cultura afroperuana dentro do próprio país e a espalhar sua riqueza e mensagem pelo mundo. Não à toa, em 2006 o Congresso da República do Peru declarou o 4 de junho – data de nascimento de Nicomedes – como o “Dia da Cultura Afroperuana”. A exposição em São Paulo, segundo o cônsul, acontece no contexto da celebração desta data, assim como do “Decênio Internacional dos Afrodescendentes”, declarado pela ONU, que vai de 2015 a 2024. “O afroperuano se constituí hoje como componente inevitável da identidade nacional do Peru”, conclui Alvarez.

Serviço – Afroperu
Memorial da América Latina – Espaço Gabriel García Márquez
De ter. a dom., das 9h às 18h
Até o dia 3 de julho
Entrada gratuita
memorial.org.br 

Fonte: Brasleiros
Vea Más