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INFORMACIONES DEL DIA

EN SAN PABLO...BRASILIA RECIBE CON ACTIVIDADES SOBRE MIGRACIONES y REFUGIADOS.

Com atividade sobre Migrações e Refugiados, Brasília recebe Semana de Direitos Humanos
6 dezembro, 2016

“Com direitos somos humanos por inteiro”. Esse é o lema da Semana de Direitos Humanos, que acontece em Brasília e faz parte das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado no dia 10 de dezembro. As atividades tiveram início no dia 5 e vão até a próxima segunda, 12 de dezembro, em diversos pontos da capital federal, incluindo espaço para debate sobre migrações e refugiados.

Com atividade sobre Migrações e Refugiados, Brasília recebe Semana de Direitos Humanos

Construída por uma frente de entidades e movimentos, essa jornada de eventos tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre o tema e reafirmar o compromisso na luta pelos Direitos Humanos, além de fortalecer a rede de instituições que atuam na defesa dos Direitos Humanos no Distrito Federal e em outros estados do país.

A programação completa da Semana pode ser consultada na página do evento no Facebook e também no flyer abaixo. A temática das migrações será abordada especificamente em uma mesa nesta sexta (9), na UnB (Universidade de Brasília), no auditório Joaquim Nabuco da Faculdade de Direito.

Estão convidados para compôr a mesa do Seminário na UnB: Tarciso Del Maso, da Comissão de Especialistas do anteprojeto da nova Lei de Migrações; a Irmã Rosita Milesi, do IMDH; e Isabel Marquez, representante do ACNUR no Brasil. Uma pessoa refugiada – a ser confirmada – também deve compor a mesa. No público, além de estudantes e professores, estarão membros de diversas organizações que trabalham na temática. Haverá momento para debate com os participantes.

Semana de Direitos Humanos
Datas: de 5 a 12 de dezembro
Local: Brasília (DF), diversos pontos
Programação completa – página do evento no Facebook
Informações: com Carol Lira (61) 8309-8253 ou Andresa Porto (61) 9669-8486
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EN SAN PABLO...EN RIO MARCAN DEBATES SOBRE POLITICA, CULTURA, MIDIA y EDUCACION

Debates sobre política, cultura, mídia, gênero e educação marcam o VIII Fórum de Migrações no Rio de Janeiro
6 dezembro, 2016
Por *Lya Amanda Rossa e *Maria del Carmen Villarreal Villamar

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, recebeu migrantes, pesquisadores, ativistas, professores e estudantes, entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, no VIII Fórum de Migrações “Coletivos, Redes, Fluxos Coletivos”, com realização paralela do IV Simpósio de Pesquisa sobre Migrações. O evento foi concebido e coordenado desde sua gênese pelo professor da Escola de Comunicação da UFRJ Mohammed ElHajji, responsável pelos projetos O Estrangeiro e Diaspotics (iniciativas realizadas como parte de pesquisas financiadas pelo CNPq) e por uma ampla equipe de colaboradores do PET-ECO, PÓS-ECO e de outras áreas acadêmicas.

Debates sobre política, cultura, mídia, gênero e educação marcam o VIII Fórum de Migrações no Rio de Janeiro

Desde a quinta edição do evento ocorre também o Simpósio de Pesquisa sobre Migrações, no qual pesquisadores de diversas instituições do país e do mundo, ligados a diferentes áreas de conhecimento, se debruçam ao tema das migrações por um viés que lhe é inerente: a interdisciplinaridade, essencial para a análise em profundidade de um tema tão humano,complexo e multifacetado.Por privilegiar pesquisas realizadas sob diferentes perspectivas, o evento vem se consolidando a nível nacional como um importante espaço de discussão e construção de saberes sobre as migrações internacionais no país e no mundo, e a cada ano inclui exposições de participantes vindos de diferentes instituições e lugares. Nesse ano, o Simpósio contou com a sua primeira mesa sobre gênero e migrações, e também teve a participação de estudantes de várias partes do mundo que vêm ao Brasil pelo programa de mestrado Mitra, vinculado ao Erasmus Mundus.

Programação cultural e expressões migrantes

A importância das experiências daquelas e daqueles que migram foi incorporada nessa edição com o destaque à iniciativas musicais e culturais, com a realização de um ato cultural pelo Bloco Bésame Mucho e o Coletivo La Clandestina. Compostos por latino-americanos residentes no Rio de Janeiro, ambas iniciativas, apresentadas no evento por Ezequiel Soto e Gabriel Pantoja, surgiram como uma tentativa de desmistificar as expressões culturais dos países vizinhos, bastante estereotipadas no Brasil, e de manter as suas raízes, artes, formas de expressão e luta política, compartilhando-as com a forma carioca de celebrar a vida através do samba. A música e a organização como meios de expressão cultural e política também foram tema de exposições de Andrea Santos e Jimena de Garay, do Coletivo Mallinalli, que mobiliza mulheres e a cultura mexicana do Dia de los Muertos para aproximar a luta brasileira por educação ao movimento mexicano “Caravana 43”. Em referência ao massacre ocorrido em 2014 em Iguala contra quarenta e três estudantes de uma escola rural em Ayotzinapa, no sul do México, a Caravana estabelece conexões entre as ocupações estudantis contemporâneas no Brasil e os quarenta e três estudantes desaparecidos políticos e vitimados pela violência estatal no México. A cultura como instrumento de expressão também foi pautada pelo grupo Cambamberos, grupo folclórico e musical colombiano e por Mango Mambo, grupo de música latino-americana composto por brasileiros, argentinos e mexicanos.

Ato cultural do Bloco Bésame Mucho e Coletivo La Clandestina, encerrando a programação  do primeiro dia do evento. Crédito: Divulgação
Ato cultural do Bloco Bésame Mucho e Coletivo La Clandestina, encerrando a programação
do primeiro dia do evento.
Ato cultural do Bloco Bésame Mucho e Coletivo La Clandestina, encerrando a programação  do primeiro dia do evento. Crédito: Divulgação

Também com enfoque sobre a expressão migrante, o painel do primeiro dia do evento contou com a participação de Jobana Moya, da Equipe de base Warmis-Convergência das Culturas de São Paulo. A importância da mobilização migrante através de iniciativas culturais – como o projeto Lakitas, que se apresentou junto a Frente de Mulheres Migrantes na 10ª Marcha dos Imigrantes, ocorrida no dia 27 de novembro em São Paulo –  e outras formas de comunicação, como a participação do grupo na tradução e produção de cartilhas sobre direitos das mulheres migrantes, oficinas sobre parto humanizado e violência obstétrica e a cosmovisão sobre o parto e maternidade na cultura andina foram alguns dos assuntos abordados. A discussão sobre a presença migrante nos espaços públicos foi acompanhada de reflexões sobre a ocupação dos espaços digitais como forma de propagar conhecimento e desconstruir preconceitos, como tratado pela professora Denise Cogo (ESPM-SP) sobre o ativismo de imigrantes haitianos no Brasil e por Mélanie Montinard (UFRJ), dos projetos Haiti Aqui e Viva Rio.

Debates e diálogo entre academia, governos e sociedade

Desde a primeira edição, o Fórum de Migrações tem a preocupação de reunir acadêmicos e demais pesquisadores que trabalham com a questão migratória, representantes das organizações de migrantes, expoentes da mídia comunitária, membros de associações e estudantes estrangeiros.  Justamente por reunir pessoas de diferentes áreas de conhecimento, o Fórum se diferencia de um evento exclusivamente acadêmico ao promover o diálogo entre diversos atores da sociedade civil e academia, ligados ao tema das migrações, e tem incorporado também a participação de organismos internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), assim como representantes das três esferas governamentais que elaboram e gerem políticas para a população migrante e refugiada.

Rosane Marques (UFRJ) fala sobre sua pesquisa com mulheres negras nigerianas e congolesas em situação de refúgio na cidade do Rio, na mesa sobre gênero do último dia do IV Simpósio de Pesquisa sobre Migrações. Crédito: Divulgação 
Rosane Marques (UFRJ) fala sobre sua pesquisa com mulheres negras nigerianas e congolesas em situação de refúgio na cidade do Rio, na mesa sobre gênero do último dia do IV Simpósio de Pesquisa sobre Migrações.
Rosane Marques (UFRJ) fala sobre sua pesquisa com mulheres negras nigerianas e congolesas em situação de refúgio na cidade do Rio, na mesa sobre gênero do último dia do IV Simpósio de Pesquisa sobre Migrações. Crédito: Divulgação

Neste sentido, um argumento central do Fórum foi a importância de discutir as políticas migratórias de ontem e hoje, assim como a necessidade de desconstruir os mitos que muitas vezes pervertem o debate sobre a imigração e o refúgio. Para tanto, foi fundamental contar com a presença do professor Luís Reznik, da UERJ e coordenador do Centro de Memória da Imigração Ilha das Flores, assim como do professor Charles Gomes, do Centro de Estudos de Direito e Política de Imigração e Refúgio (CEDPIR), da Fundação Casa de Rui Barbosa, e da professora Lorena Granja (UERJ), que discutiram as migrações intra-regionais a partir das discussões e decisões sobre o tema no MERCOSUL. A importante questão dos refugiados sírios na Argentina e no Líbano foi também debatida pela professora Silvia Montenegro, da Universidad del Rosario, e pelo professor Murilo Meihy, da UFRJ. Outro tema importante foi a experiência da Prefeitura de São Paulo na criação de políticas públicas para imigrantes e refugiados, debatida por Viviana Peña, Coordenadora do Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (CRAI) de São Paulo e por Guilherme Arosa Prol Otero, da Coordenação de Políticas para Imigrantes da Prefeitura de São Paulo.

Já os temas de família, redes, educação e integração estiveram presentes em diversos momentos do Fórum e do Simpósio, com a partilha de várias pesquisas, organizações e iniciativas de e sobre migrantes das mais diversas origens. Perspectivas históricas e atuais sobre educação e integração de imigrantes no Brasil foram expostas pela professora Miriam Santos, do NIEM-UFRRJ, enquanto que a realidade das famílias e redes da mobilidade haitiana foram descritas pelo professor Joseph Handerson da UNIFAP. Ambas apresentações de cunho acadêmico foram discutidas com experiências e iniciativas contemporâneas da sociedade civil como no relato de Tatiana Rodrigues e Carolina de Oliveira do projeto Abraço Cultural no Rio de Janeiro, e da professora Ju Bao, que falou sobre a sua experiência migratória, assim como sobre o ensino de mandarim e cultura chinesa no Brasil.

Outros temas que não ficaram à margem do VIII Fórum de Migrações foram as mudanças e os conflitos socioambientais, que carregam em si contornos políticos como causa de migrações na América Latina e Caribe, abordados pelo professor Celso Sánchez da UNIRIO, e os desafios e oportunidades que emergem com a imigração africana contemporânea, tema tratado pelo professor Mamour Sop Ndiaye do CEFET-Rio, que afirmou a necessidade de resgate da identidade africana no Brasil: “Os seus valores estão na África, mas o Brasil não foi lá buscar”.

Fala do professor Mamour Sop Ndiaye (CEFET-RIO) sobre o resgate da identidade brasileira através da imigração africana contemporânea, no painel do último dia do evento, ao lado das representantes do Coletivo Mallinalli. Crédito: Divulgação 
Fala do professor Mamour Sop Ndiaye (CEFET-RIO) sobre o resgate da identidade brasileira através da imigração africana contemporânea, no painel do último dia do evento, ao lado das representantes do Coletivo Mallinalli.
Fala do professor Mamour Sop Ndiaye (CEFET-RIO) sobre o resgate da identidade brasileira através da imigração africana contemporânea, no painel do último dia do evento, ao lado das representantes do Coletivo Mallinalli. Crédito: Divulgação

Em definitiva, tanto o Fórum como o Simpósio sobre Migrações promovidos pela UFRJ constituem um espaço fundamental para apresentar e discutir pesquisas e experiências sobre migrações a partir de múltiplos olhares. Como brincaram vários dos participantes do Fórum, “O portunhol é a língua do futuro“, na certeza de que as próximas edições constituirão excelentes oportunidades para aprender e debater sobre esse e outros temas, partindo de várias culturas e idiomas. O evento ocorre anualmente e convida a todos interessados para a IX edição, que será realizada em 2017.

*Lya Amanda Rossa é mestranda em Ciências Humanas e Sociais pelo Programa de Pós-Graduação interdisciplinar (PCHS) da Universidade Federal do ABC (SP). Participou do VIII Fórum como ouvinte e do IV Simpósio de Pesquisa sobre Migrações como apresentadora.

*María Villarreal é pós-doutoranda em Sociologia Política na UENF e membro da comissão organizadora do VIII Fórum e do IV Simpósio de Pesquisa sobre Migrações junto a Guilherme Curi, Camila Escudero, Catalina Revollo Pardo, Leonardo Magalhães e os membros da PET e PÓS-ECO da UFRJ.
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EN SAN PABLO...IMIGRANTES OCUPAN LA AV. PAULISTA EN LA 10º MARCHA,

Imigrantes ocupam a av. Paulista e mostram suas vozes na 10ª Marcha dos Imigrantes
28 novembro, 2016
Por Rodrigo Borges Delfim

A avenida Paulista, mais famosa via de São Paulo e palco das principais manifestações políticas recentes no Brasil, também serviu de palco para reivindicações dos imigrantes que vivem no Brasil ao receber a 10ª edição da Marcha dos Imigrantes, no último domingo (27).

"Dignidade para os imigrantes no mundo" foi o lema da Marcha deste ano. Crédito: Géssica Brandino

A Marcha já é um dos mais tradicionais atos políticos relacionados com a temática das migrações no país. Ela reúne organizações e pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e vivências em torno de bandeiras como o fim da discriminação e da xenofobia, acesso à justiça e às políticas públicas. Cada Marcha conta com um lema diferente, e o deste ano foi “Dignidade para os imigrantes no mundo”.

"Dignidade para os imigrantes no mundo" foi o lema da Marcha deste ano. Crédito: Géssica Brandino
“Dignidade para os imigrantes no mundo” foi o lema da Marcha deste ano.
Crédito: Géssica Brandino
“Quanto mais nós internacionalizarmos nossa visão de mundo, teremos menos nacionalismo e maior integração. Somos membros da mesma família, de uma mesma casa, e devemos perceber que o mundo não precisa de muros, nem barreiras para atrapalhar o ir e vir das pessoas nessa casa que é o planeta Terra. Com isso, geramos dignidade para as pessoas”, aponta Roque Patussi, coordenador do CAMI (Centro de Apoio ao Migrante), um dos organizadores da Marcha, sobre o lema deste ano.
Imigrantes ocupam a av. Paulista e mostram suas vozes na 10ª Marcha dos Imigrantes
Imigrantes presentes na Marcha lembraram o ato de migrar como um fenômeno humano, ao contrário do que costumam pregar grupos contrários à livre circulação de pessoas. “Tudo isso [a Marcha] é sobre seres humanos, humanidade. Não apenas para imigrantes, mas para todas as pessoas que vivem neste mundo”, sintetiza Edwin Eason, de Gana, que vive em Brasília e veio a São Paulo acompanhar o ato. “Na história da humanidade as pessoas sempre migraram”, reforça o jornalista Christo Kamanda, da República Democrática do Congo.

Novo local, novos desafios

Um dos destaques dessa décima edição foi justamente a mudança de local, da região da Praça da Sé, no centro da cidade, para a avenida Paulista, por seu caráter de referência geográfica, cultural, social e política para São Paulo.

“Como todos os grupos e manifestações vêm para a avenida Paulista, por que os imigrantes não poderiam vir também? Por que não entrar também neste espaço e mostrar as pautas dos imigrantes para o público brasileiro que já frequenta esse espaço?”, questiona Patussi.
Marcha dos Imigrantes desta vez ocupou a avenida Paulista, em São Paulo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Marcha dos Imigrantes desta vez ocupou a avenida Paulista, em São Paulo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Marcha dos Imigrantes desta vez ocupou a avenida Paulista, em São Paulo.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
A designer e militante boliviana Jobana Moya, integrante da Equipe de Base Warmis e da Frente de Mulheres Migrantes, aprovou a mudança de local da Marcha. “Foi uma ótima escolha, porque a Paulista é o cenário de grande parte das manifestações da cidade hoje. E ocupar a Paulista é mostrar também que somos parte dessa cidade”.

Essa visão já é compartilhada por brasileiros que acompanham e apoiam a Marcha. “Acho que os imigrantes têm de ter os mesmos direitos dos brasileiros, de serem tratados com humidade e respeito”, opina a designer Marcela Fedulo. “Acho que todo mundo tem direito à livre circulação, se não está bom em uma lugar a pessoa deve ter o direito de migrar mesmo”, reforça a publicitária Patrícia Vieira, amiga de Marcela. Ambas souberam da Marcha pelas redes sociais.

Bloco das Mulheres “chegou para ficar”

Pelo terceiro ano seguido a Marcha dos Imigrantes contou com o bloco da Frente de Mulheres Imigrantes e Refugiadas, formado por um conjunto de coletivos e mulheres ativistas, que luta contra situações como a violência doméstica, assédio sexual e dificuldade no acesso a serviços de saúde, entre outras pautas.

Desta vez o destaque no bloco foi para o Grupo Lakitas Sinchi Warmis, que tocou músicas tradicionais de países andinos como Bolívia, Chile, Peru e Colômbia durante toda a Marcha. O grupo, também formado por mulheres migrantes, é uma iniciativa da Equipe de Base Warmis, um dos coletivos que fazem parte da Frente.

Bloco das Mulheres Migrantes se consolida na Marcha. Crédito: Géssica Brandino
Bloco das Mulheres Migrantes se consolida na Marcha.
Crédito: Géssica Brandino
“As mulheres estão ocupando espaços nessa manifestação e a Frente de mulheres também está começando a se articular de forma mais organizada. Com certeza chegou para ficar”, opina Jobana.

Patussi também vê o bloco das mulheres já consolidado como parte integrante da Marcha. “Elas chegam com seu estilo próprio, grupo, músicas e animação, com uma consciência do que é a Marcha. Esse grupo é o grupo que dinamiza boa parte daquilo que acontece no ato”.
Bloco das Mulheres Migrantes se consolida na Marcha. Crédito: Géssica Brandino

Superando temores

Há imigrantes que preferem não ir à Marcha por temerem algum tipo de punição baseada no Estatuto do Estrangeiro, lei que rege as migrações no Brasil desde 1980 e que proíbe qualquer tipo de manifestação política por parte dos imigrantes.

Promulgado durante a ditadura militar no Brasil, o Estatuto tem a maior parte dos seus artigos considerados inconstitucionais perante a Lei máxima brasileira atual, mas ainda é usado como base para ações que elevam a burocracia, dificultam o acesso do imigrante a serviços públicos e ao processo de regularização migratória. Por isso, a mudança do Estatuto do Estrangeiro para uma nova Lei de Migração é uma das principais e mais antigas pautas dos imigrantes e da Marcha em si.

Patussi reforça que a Marcha se torna ainda mais importante em um momento político como o que o Brasil atravessa hoje, com tendência a retrocessos em direitos sociais, uma sociedade cada vez mais conservadora e com a manutenção de uma lei migratória ultrapassada. “Quanto mais pessoas participam da Marcha, maior é o número daqueles que estão lutando e mais fácil é conquistar os direitos”.

Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
Pelo menos algumas centenas de imigrantes resolveram deixar os temores de lado e foram até a avenida Paulista. Seja em português ou em seus idiomas maternos, imigrantes bolivianos, paquistaneses, bengaleses, congoleses, peruanos, chilenos, angolanos, entre outras nacionalidades, expressaram suas reivindicações ao longo da Marcha.

“Sim, nós imigrantes existimos, estamos aqui e vamos nos colocar como visíveis”, completa Jobana.
Diferentes nacionalidades, bandeiras e culturas se unem na Marcha dos Imigrantes. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Dados de migrações no Brasil

De acordo com a Polícia Federal, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, entre 2006 e 2015 o número de imigrantes no Brasil em situação regular aumentou 160%, passando de cerca de 45 mil para 117 mil pessoas. Dados extraoficiais, no entanto, estimam um número bem maior de imigrantes, incluindo aqueles que estão indocumentados – em torno de 1,7 milhão.

Estimativas do Ministério das Relações Exteriores apontam que cerca de 2,5 milhões de brasileiros moram atualmente no exterior – ou seja, são imigrantes em outros países. Isso porque até meados da década de 2000 o Brasil era visto mais como um país de emigração do que de imigração ou de passagem para outros países.

Esse quadro começou a apresentar mudanças especialmente com o crescimento da economia brasileira no final da década de 2000, em contraste com o cenário de crise notado em outros países devido à crise global de 2008, atraindo de volta tanto brasileiros que estavam em outros países como imigrantes de todo o mundo.

Esse crescimento ajudou a dar visibilidade a reivindicações antigas das comunidades já estabelecidas, que tem pressionado o poder público para serem ouvidas e atendidas.

Apesar da crise econômica presente desde meados de 2015, o Brasil é considerado, ao mesmo tempo, um país de origem, de trânsito e de destino no cenário migratório.
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EN SAN PABLO... SEGIP ESTARA EN RIO DE JANEIRO.

SEGIP em Rio de Janeiro, de 6 a 9 de dezembro
Enviada em: 30/11/2016 01:01Hs

Comunicado do Consulado Geral do Estado Plurinacional da Bolívia em Rio de Janeiro

SEGIP em Rio de Janeiro, de 6 a 9 de dezembro

Informamos a toda comunidade de residentes bolivianos que o SEGIP (Serviço Geral de Identificação Pessoal) realizará os serviços de regularização de documentos de terça-feira 6 a sexta-feria 9 de dezembro.

 

Serviço:

Quando: de 6 a 9 de dezembro
Onde: Av. Rui Barbosa, 664/101 Flamengo - Rio de Janeiro
Informações: Tel.: (21) 2551-1796 / 2552-5490
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EN SAN PABLO...INCENDIO DEJA CUATRO MUERTOS EN CASA DE ABRIGO DE BOLIVIANOS.

Incêndio em São Paulo deixa quatro mortos, em casa que abrigava imigrantes bolivianos
Enviada em: 23/11/2016 11:56Hs

Incêndio em São Paulo deixa quatro mortos e 24 feridos, em casa que abrigava imigrantes bolivianos no Brás, região central.

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

Incêndio em São Paulo deixa quatro mortos, em casa que abrigava imigrantes bolivianos

Quatro pessoas morreram e 24 ficaram feridas em um incêndio que começou no início da manhã de hoje (23) na região do Brás, no centro da capital paulista. Os Bombeiros estão no local em busca de mais vítimas que podem ainda estar sob os escombros.


Além dos feridos, alguns bombeiros também precisaram ser socorridos por terem inalado fumaça. O socorro foi acionado às 4h e o fogo foi controlado às 5h. No imóvel de dois andares, localizado na Avenida Celso Garcia, região de comércio têxtil popular, como uma ocupação de imigrantes de várias nacionalidades.

No andar de baixo havia uma pequena lanchonete e, no andar de cima, os imigrantes moravam e também trabalhavam em precárias oficinas de produção de roupas. Segundo vizinhos, a moradia tinha emaranhados de fios elétricos com grande risco de curto-circuito.


Nelson Suguieda, coordenador operacional da Defesa Civil, confirma a suspeita dos vizinhos. De acordo com ele, a ligação elétrica era clandestina, o que aumenta a possibilidade de curto-circuito. A Defesa Civil fará vistoria no imóvel após o trabalho dos Bombeiros, mas, segundo ele, uma parede apresenta risco de desabar. “Só que o maior risco era o desabamento da cobertura, o que já aconteceu”, explica.


Desabrigados

Nelson relata dificuldade do Serviço Social em cadastrar as famílias que agora estão desabrigadas. “O grande problema é fazer o atendimento a essas pessoas, elas se negam. Provavelmente, pelo fato de serem ilegais, isso pode ser o motivo de elas não estarem se identificando”, disse ele.

A boliviana Zailin Miranda, de 27 anos, e seus dois filhos chegaram ao Brasil há sete meses. Ela conta que pagava aluguel para viver na ocupação e que produzia vestidos para uma empresa boliviana que comercializa no Brás.

Emocionada, ela acompanhava a remoção de móveis e objetos que deixou para trás. Zailin conta que não conseguiu levar nem documentos. “Eu tinha dinheiro, mas queimou tudo. Estão tirando tudo para lixo. Agora, eu não sei. Não tenho dinheiro para voltar para a Bolívia”, lamentou.

Edição: Lidia Neves

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







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EN SAN PABLO... GUAIANAZES RECIBIO EL ULTIMO CONSULADO MOVIL BOLIVIANO DEL AÑO.

Guaianazes recebeu o último Consulado Móvel boliviano do ano
Enviada em: 21/11/2016 22:41Hs

Foi realizado o último Consulado Móvel boliviano em Guaianazes, neste domingo 20 de novembro de 2016 na Escola Estadual César Donato Calabrez. Nesta edição em Guaianazes foram atendidos em torno de 300 a 400 cidadãos bolivianos. Claudio Luna, Cônsul boliviano relatou a satisfação de ter cumprido as metas propostas na gestão 2016.

Guaianazes recebeu o último Consulado Móvel boliviano do ano

Os Consulados Móveis são implementados devido as normativas da missão diplomática boliviana no exterior, estipuladas pelo Ministério de Relaciones Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia, com responsabilidade de gestão do Consulado Geral Boliviano no exterior.

 

Claudio Luna Marconi, Cônsul Geral do Estado Plurinacional da Bolívia em São Paulo Brasil.




Ximena Lopez Miranda, Chefa do escritório do SEGIP em São Paulo



 Ximena Lopez Miranda, Chefa do escritório do SEGIP em São Paulo

Raquel Santos Nascimento, Vice-diretora do "Programa Escola da Família"


Raquel Santos Nascimento, Vice-diretora do "Programa Escola da Família"
Familias bolivianas acudiram ao Cônsulado Móvel Boliviano em Guaianazes.



 Familias bolivianas acudiram ao Cônsulado Móvel Boliviano em Guaianazes.
Álbum de fotos (aqui)



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EN SAN PABLO . CURSO GRATUITO. TODO MIGRANTE TIENE DERECHO A INFORMACION .

Todo Migrante Tem Direito à Informação, curso gratuito
Enviada em: 18/11/2016 13:35Hs

Todo Migrante Tem Direito à Informação

Todo Migrante Tem Direito à Informação, curso gratuito

Última turma aberta do curso "Todo imigrante tem direito à informação", que acontecerá na próxima semana, nos dias 21 e 23, das 18h às 21h30, na Prefeitura de São Paulo – Viaduto do Chá, 15, 6º andar.

A iniciativa busca difundir o uso da Lei de Acesso à Informação como um instrumento de mobilização na luta por direitos dos migrantes.




Inscrição (AQUI) ou no dia da aula.

Serviço:

Quando: 21 e 23 de novembro das 21 as 23hs
Onde: Prefeitura de São Paulo 6º andar
Viaduto do Chá, 15 - São Paulo
Entrada via inscrição pelo site ou no dia da aula.
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